Venus Williams: uma lição de jogadora e uma lição de vida

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Foto Diuvlgação

Uma das maiores jogadoras da história do tênis, campeã de sete torneios de Grand Slams, milionária, consagrada, mas que ama o que faz, ama o esporte. Essa é Venus Williams, a grande personagem de Wimbledon em 2016. Derrotada na semifinal pela alemã Angelique Kerber, mas aplaudida de pé pela Quadra Central do torneio que ela mais venceu na carreira. É o brilhantismo e a força de vontade, uma campeã que nunca desistiu de lutar mesmo quando soube que sofria de uma doença que se tornaria a sua pior adversária na carreira.

A tenista Venus descobriu uma doença auto-imune em 2011 antes do US Open, que limitou o seu condicionamento físico a partir daí. A Síndrome de Sjogren, que ataca as glândulas que produzem suor e lágrimas, se tornou a grande adversária da carreira de Venus. Desde esse dia, ela não conseguiu manter-se regular durante todos os torneios, devido ao cansaço exaustivo que as suas partidas se tornaram, com a sua limitação física provocada pela doença e ainda mais acentuada com a idade.

Venus surgiu como um dos maiores talentos do tênis moderno, ao lado da irmã Serena. Duas tenistas que inovaram o tênis feminino, com uma potência nos golpes nunca vista antes. O chamado “tênis força” que prevaleceria nos próximos anos, protagonizado pelas irmãs Williams. Venus se tornou nº1 do mundo jovem, aos 22 anos, em fevereiro de 2002. Naquela época, ela e sua irmã Serena, dominavam o circuito feminino, a WTA. Antes disso, Venus já tinha sido campeã olímpica em Sidney, no ano de 2000. Foi campeã de duplas na mesma Olimpíada, ao lado de Serena. Conquistou vários títulos de Grand Slams, se consagrando como uma grande jogadora. Em Wimbledon, é uma das maiores, sempre unindo força, saque pesado e condição física invejável; condição essa, que mudaria nos próximos anos, devido à doença descoberta em 2011.

Em 2011, a ex-número 1 do ranking de simples e de duplas passou pelo maior drama de sua carreira, ao descobrir a doença, que já vinha limitando seu jogo durante o ano. Venus não atingiu as quartas de finais em nenhum dos quatro Grand Slams da temporada, algo raro em sua carreira até aquele momento. A norte americana terminou o ano na posição 102º do ranking mundial, a pior de sua carreira ao final de uma temporada e sem nenhum título conquistado, algo que não ocorria desde 2006.

Desde 2012, sempre se esperou e houve uma torcida pela recuperação total de Venus, pelo seu talento, sua capacidade de jogar em alto nível e pelo estilo de jogo agressivo que sempre marcou a sua carreira. Os altos e baixos marcaram esse período que se estende até 2016. Em 2015, ela deu um salto importante no ranking, conquistando títulos em torneios tradicionais e dando a impressão que retornaria ao seu alto nível de outrora, mesmo sofrendo com a doença e com as limitações físicas impostas. Ela retornaria ao Top 10, depois de alguns anos afastada do seleto grupo das melhores tenistas. A maior expectativa era ver Venus brilhando em um torneio de Grand Slam, marca registrada de sua carreira, e isso aconteceria exatamente no maior torneio do tênis mundial e de sua vida, Wimbledon.

Rodada após rodada, a torcida por Venus foi se intensificando em Wimbledon. A garra demonstrada, a força do saque, o poder de ataque, mesmo contrastando com os altos e baixos, os erros não forçados devido à perda de potência durante os jogos, tornaram as partidas da tenista verdadeiros espetáculos de emoção. Ela foi passando de fase até chegar à sua grande adversária, a atual campeã do Australian Open, Angelique Kerber. Em um jogo marcado por altos e baixos das duas jogadoras, Venus cometeu mais erros e foi eliminada. No entanto, fica a campanha, uma semifinal alcançada no maior torneio de todos, aos 36 anos, sofrendo por uma doença.

Essa é Venus. A sua garra, determinação, força de vontade e amor pelo esporte venceram o imponderável, venceram uma doença difícil, que a cada dia limita ainda mais sua condição física. Isso só faz dela uma campeã no maior sentido da palavra. Uma campeã na quadra e na vida. Uma lição de jogadora, uma lição de vida. Uma lenda da história do esporte.

Por Guilherme Azevedo para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

 

Tenistas brasileiros são definidos para o confronto com a Croácia

Foto: CBT/Divulgação

Foto: CBT/Divulgação

O Brasil tem um grande desafio pela frente para continuar na elite da Copa Davis de Tênis, a Croácia. O capitão João Zwetsch anunciou nesta segunda feira, 7, os tenistas que jogaram com os croatas entre os dias 18 e 20 de setembro.

A equipe é formada por Thomaz Bellucci, João Souza(Feijão), Marcelo Melo e Bruno Soares. Os brasileiro precisam vencer os croatas para seguir na elite do tênis mundial, caso seja derrotado, o Brasil voltará ao Zonal Americano.

A disputa acontecerá no Costão do Santinho, em Florianópolis e o piso a seu utilizado é o saibro. Boa sorte para os atletas brasileiros.

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por: Matheus Furlan

Stanislas Wawrinka é campeão em Roland Garros

Foto: AP / globoesporte.globo.com

Foto: AP / globoesporte.globo.com

Ele surpreendeu a todos. O suíço Stanislas Wawrinka jogou muito diante do sérvio Novak Djokovic e conquistou o Grand Slam em Roland Garros.

Com um jogo sólido e bem colocado o suíço acabou por perder o primeiro set por 4/6 mas conseguiu uma grande vitória e parciais de 6/4, 6/3 e 6/4, fechando a partida em 3 sets 1.

O suíço conquista pela segunda vez em sua carreira um torneio de Grand Slam e com esse título deve voltar a quarta colocação no ranking mundial.

No feminino a campeã foi, mais uma vez, a americana Serena Williams que venceu na final a  tcheca Lucie Safarova por 2 sets 1 com parciais de 6/3, 7/6 e 6/2. Esse foi o 20° título de Grand Slam de Serena na carreira.

Nas duplas masculina de Brasil na cabeça. Marcelo Melo ao lado do roata Ivan Dodig conquistaram o torneio de duplas aos vencerem os irmãos Bryan na final por 2 sets 1 com parciais de 6/7, 7/6 e 7/5, e de quebra assumiram a liderança do ranking mundial nas duplas. Eles estraram na disputa de Roland Garros na terceira posição.

Um dos torneios mais importantes do mundo do tênis, parabéns a todos os campeões e em especial a Marcelo Melo que volta escrever o  nome de um brasileiro no maior saibro do mundo.

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por: Matheus Furlan

Thomaz Bellucci é campeão na Suíça

Foto: Divulgação / ahebrasil.com.br

Foto: Divulgação / ahebrasil.com.br

Neste sábado o brasileiro Thomaz Bellucci sagrou-se campeão do ATP de Genebra na Suíça ao vencer o português João Sousa por 2 sets 0, parciais de 7/6 (7-4) e 6/4, em cerca de 1 horas e 35 minutos de partida.

A partida que foi bem disputada entre o brasileiro e o português teve grandes lances, Bellucci se mostrou confiante no jogo e surpreendeu por diversas vezes o adversário que buscava jogar de igual para igual, mas aos poucos o brasileiro foi aplicando o seu jogo e conquistou a vitória e de quebra conquistou o seu quarto título da ATP.

Confira o caminho de Thomaz Bellucci ao título do ATP de Genebra:

Primeira Rodada Marcos Baghdatis (Chipre): 6/7 (5/7), 6/3 e 6/3
Segunda Rodada Denis Istomin (Uzbequistão): 6/4 e 6/4
Quartas de final Albert Ramos-Vinolas (Espanha): 6/0, 1/6 e 6/3
Semifinal Santiago Giraldo (Colômbia): 6/3 e 6/4
Final João Sousa (Português): 7/6 (7/4) e 6/4

Agora o brasileiro se prepara para estréia no Grand Slam Roland Garros, onde Bellucci jogará diante de australiano Marinko Matosevic.

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por: Matheus Furlan

Teliana Pereira é campeã na Colômbia

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A jovem tenista brasileira, Teliana Pereir, conquistou o torneiro de Bogotá na Colômbia  ao derrotar na final, cazaque Yaroslava Shvedova por 2 sets 0 com parciais de 7/6 (7/2) e 6/1. A européia que é a 75° colocada no ranking mundial não conseguiu segurar o impeto da brasileira, 130° colocada no ranking.

Esse foi o primeiro título em âmbito de WTA para a brasileira e de quebra quebrou um jejum de 27 anos sem conquistas brasileiras com grande expressão no tênis feminino.

Confira a trajetória da brasileira ao título na Colômbia:

Primeira rodada

Teliana Pereira 2 x 0 Francesca Schiavone (ITA) – 6/1 e 6/4

Segunda rodada

Teliana Pereira 2 x 0 Mandy Minella (LUX) – 7/5 e 7/5

Quartas de final

Teliana Pereira 2 x 0 Lourdes Dominguez-Lino (ESP) – 6/0 e 6/4

Semifinal

Teliana Pereira 2 x 0 Elina Svitolina (UCR) – 7/6 (9/7) e 6/3

Final

Teliana Pereira 2 x 0 Yaroslava Shvedova (CAZ) – 7/6 (7/2) e 6/1

A expectativa agora é para a divulgação do ranking da WTA, onde Teliana deve passar a figurar entre as 100 primeiras colocadas.

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por: Matheus Furlan

Seleção Feminina de Tênis de Mesa conquista primeiro lugar na Alemanha

Foto: cbtm.org.br

Foto: cbtm.org.br

Neste meio de semana a Seleção Brasileiro da Tênis de Mesa Feminino conquistou a Medalha de Ouro da disputa do Aberto de Luxemburgo da modalidade que foi realizada na Alemanha.

A equipe brasileira que foi formada por Lin Gui, 130ª colocada do ranking mundial, Ligia Silva 160ª colocada e Jessica Yamada 203ª colocada passaram pelas equipes da Lituânia, Bielorrússia e na semifinal, a equipe Bielorrússia 2.

Na grande final as brasileiras enfrentaram a equipe da Eslovênia e perderam a primeira partida por 3 sets 2, Lin Gui acabou superada por Alex Galic, na segunda partida veio o troco e foi a vez de Ligia Silva derrotar Manca Fajmut pelo mesmo placar, 3 sets 2.

A definição da medalha veio da disputa em duplas, e as brasileiras foram melhores e venceram por 3  sets 1 com parciais de 10/12, 11/4, 17/15 e 11/3 e fecharam a disputa em 2 x 1 e ficaram com o primeiro lugar.

Um grande resultados para o esperte brasileiro que agora se prepara para a disputa do Campeonato Mundial Individual que acontece na China entre os dias 26 de abril e 3 de maio.

Boa sorte para as meninas!

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por: Matheus Furlan

Bellucci perde e Brasil disputará repescagem da Davis

Foto: Cristiano Andujar / CBT / globoesporte.com

Foto: Cristiano Andujar / CBT / globoesporte.com

Não deu. Depois de muita luta o Brasil está eliminado do grupo mundial da Copa Davis 2015. A derrota de Thomaz Bellucci para Federico Dolbonis por 3 sets a 1, em parciais de  6/3, 4/6, 6/2 e 7/5, colocou o Brasil novamente na repescagem da competição, assim como aconteceu em 2014.

A quinta e decisiva partida aconteceu em dois dias. O início foi no domingo, após o jogo de Leonardo Mayer e João Souza. Como o duelo anterior foi muito longo (6h42), o sol já estava praticamente se pondo quando Delbonis e Bellucci entraram em quadra, por isso eles conseguiram jogar apenas um set. Apagado, o brasileiro deixou o argentino dominá-lo e vencê-lo por 6/3.

O reinício do duelo nesta segunda-feira dava esperança ao Brasil. Mais confiante, Thomaz conseguiu confirmar todos os seus saques e quebrar um do argentino, vencendo a segunda parcial por 6/4.

O primeiro game do segundo set foi o ponto crucial do jogo. Bellucci teve dois pontos de quebra, o que daria muita confiança, mas deixou Delbonis sair da desvantagem e confirmar seu game. A desconfiança do brasileiro voltou e ele teve seu saque quebrado na sequência. Dai em diante o argentino dominou a parcial e não teve de suar muito para fechar em 6/2.

No terceiro set o brasileiro até deu certa esperança ao país quando quebrou o saque do hermano no 5° game, fazendo 3 x 2. Thomaz parecia não acreditar no feito e apagou, tendo seu saque quebrado também. O jogo estava empatado, de igual para igual, até que no 12º game Delbonis acertou um winner de forehand para quebrar o saque de Bellucci, vencer o jogo por 3 sets a 1 e fechar o duelo contra o Brasil em 3 x 2.

Na próxima fase a Argentina enfrentará a Sérvia, de Novak Djokovic. Do outro lado, restou ao Brasil disputar novamente a repescagem do torneio. O problema é que neste ano muitas equipes fortes caíram do grupo mundial para tentar se salvar na repescagem e isso pode dificultar demais a vida dos brasileiros. Os outros eliminados foram Alemanha, Estados Unidos, República Tcheca, Itália, Croácia, Suíça e Japão.

É fato que o Brasil terá grandes dificuldades para voltar à Davis em 2016, mas quem sabe o país não repita o feito de 2014 e vença uma forte equipe como a da Espanha. Não custa sonhar. Esperamos ter sorte no sorteio e principalmente que os duelos aconteçam no nosso país.

por: Rodrigo Bitar

adaptação: Matheus Furlan

Feijão luta mais perde, Bellucci é a chance

Foto: AFP / eluniverso.com

Foto: AFP / eluniverso.com

A Argentina conseguiu empatar o duelo contra o Brasil na Copa Davis em 2 x 2. Leonardo Mayer venceu João Souza, o Feijão, por 3 sets a 2, em parciais de 7/6, 7/6, 5/7, 5/7 e 15/13, após 6h42, a partida mais longa da história da Davis.

Ainda neste domingo, Federico Delbonis e Thomaz Bellucci entram em ação em Buenos Aires. O detalhe é que a quadra dos hermanos não têm luz artificial, portanto o jogo decisivo deve começar hoje e terminar apenas nesta segunda-feira.

Sobre o jogo, Mayer e Feijão fizeram um duelo épico, com destaque para o brasileiro, que salvou dez match points do rival.

O argentino venceu as duas primeiras parciais por 7/6, logo ambas no tie-brake, nos detalhes.

O terceiro set tinha cara de ser do hermano. Mayer abriu 4 x 1, mas Feijão estava mais vivo do que nunca. Confirmou seu saque, quebrou o de Mayer e confirmou novamente, empatando o jogo em 4 x 4. Confiante, Feijão conseguiu a vitória por 7/5 e fez do mesmo modo na parcial seguintes, mas sem tantos sustos.

A partida chegou ao quinto e último set. O detalhe é que na Copa Davis, assim como nos Grand Slams, a parcial decisiva não tem tie-brake, portanto os atletas vão jogando até abrirem uma diferença de dois games. Depois de salvar algumas chances do rival, Souza teve a sua grande oportunidade, quando o duelo estava 6/5 e ele sacava com 40 x 30, mas fez uma dupla falta e na sequência Mayer quebrou o saque do brasileiro e empatou o duelo.

Dai em diante o jogo ficou extremamente psicológico e físico, afinal os dois atletas já estavam extremamente cansados. Leonardo ainda teve algumas excelentes chances de quebrar o saque de João e fechar o jogo, mas o brasileiro resistiu bem em todas as situações complicadas, até que o jogo estava 14 x 13 e 15 x 40 no saque de Feijão, que até salvou mais um match point, mas não teve mais pernas para alcançar a devolução de Mayer.

Apesar da derrota, João Souza tem de ser ovacionado, pelo que fez. Lutou, brigou e resistiu até quando não dava mais, um verdadeiro guerreiro. Com certeza veremos Feijão crescer muito no ranking da ATP e quem sabe surpreender em um Grand Slam.

Sobre a Copa Davis, o Brasil ainda está vivo. Bellucci e Delbonis entrarão em quadra em breve, decidindo a classificação. Fica a grande torcida para a vitória de Thomaz, que garantiria a vaga para as quartas de final contra a Sérvia.

por: Rodrigo Bitar

adaptação: Matheus Furlan

Melo e Soares vencem na Davis

Foto: Vipcomm / globoesporte.com

Foto: Vipcomm / globoesporte.com

O Brasil está a apenas uma vitória de avançar para as quartas de final da Copa Davis. Na tarde deste sábado, Bruno Soares e Marcelo Melo bateram Diego Schwartzman e Carlos Berlocq por fáceis 3 sets a 0, em parciais de 7/5, 6/3 e 6/4 e recolocaram o país em vantagem no duelo, agora por 2 x 1.

Favoritos, os brasileiros entraram em quara confiantes. Já os hermanos tentaram surpreender, tanto que fizeram uma modificação, colocando Belocq no lugar de Federico Delbonis, mas a alteração não mudou o resultado.

Fortes nos voleios, Soares e Melo fecharam a rede e deixaram os argentinos no fundo, o que facilitou ainda mais o confronto.

O primeiro set foi o mais complicado, terminando em 7/5, mas na sequência os brasileiros acharam os espaços para alcançarem as vitórias por 6/3 e 6/4.

Agora o Brasil precisa vencer apenas um jogo neste domingo para avançar, enquanto os argentinos têm a obrigação de vencer os dois duelos do dia. O primeiro deles será entre os dois vencedores da sexta-feira, Leonardo Mayer x João Souza (Feijão). Se Mayer sair como vencedor, Berlocq e Bellucci entram em ação, na sequência, para decidir qual país enfrentará a Sérvia nas quartas.

Aliás, Carlos Berlocq pode não jogar. Assim como entrou de surpresa nas duplas, Delbonis pode substituí-lo no simples, basta o capitão argentino fazer a substituição.

por: Rodrigo Bitar

adaptação: Matheus Furlan

Feijão vence batalha, Bellucci perde na Copa Davis

Foto: Cristiano Andujar / CBT / globoesporte.com

Foto: Cristiano Andujar / CBT / globoesporte.com

O primeiro dia da Copa Davis, entre Argentina e Brasil, foi muito equilibrado. Os brasileiros começaram vencendo, mas os argentinos conseguiram o empate e o dia fechou com o resultado parcial de 1 x 1.

No primeiro duelo do dia, João Souza, o Feijão, bateu Carlos Berlocq em um jogaço que terminou após 4h57, com o placar de 3 sets a 2, em parciais de 6/4, 3/6, 5/7, 6/3 e 6/2.

Logo de cara o brasileiro mostrou que está em uma grande fase na carreira. Vibrante, Feijão acelerou o jogo e fechou a primeira parcial em 6/4. Já no segundo set o argentino mostrou toda a sua consistência no fundo de quadra e aproveitou os erros do brasileiro para vencer em um tranquilo 6/3.

A terceira parcial tinha tudo para ter vitória brasileira. João abriu 5/2 e teve quatro set points, mas levou uma virada incrível, 7/5 para o argentino.

Seria o fim de Feijão no duelo? Não. A precisão e a concentração do brasileiro voltaram a aparecer e ele encaixou um jogo quase perfeito contra o já cansado Berlocq, vencendo as duas parciais seguintes por 6/3 e 6/2 e abrindo 1 x 0 para o Brasil no duelo.

Se o Brasil dominou o primeiro jogo, no segundo o país foi dominado. Thomaz Bellucci começou mal o duelo contra Leonardo Mayer e acabou vencido pelo hermano por 3 sets a 1, em parciais de 6/4, 6/3, 1/6 e 6/3.

O começo do jogo foi relativamente fácil para Mayer, que aproveitou o mau momento de Bellucci no circuito para abrir facilmente 2 sets a 0.

O jogo estava tranquilo para o hermano, mas Bellucci resolveu acordar e jogar tudo o que sabe. Consistente e acertando boas bolas nas subidas de Leonardo Mayer à rede, o brasileiro venceu por um incrível 6/1. Seria o grande momento de ele alcançar a virada, mas teve seu saque quebrado na reta decisiva, o suficiente para o argentino fechar a partida com um 6/3, empatando o duelo das oitavas de final da Davis.

Amanhã é dia das duplas entrarem em ação, à partir das 13h, horário de Brasília. Os favoritos Bruno Soares e Marcelo Melo, invictos a sete jogos na competição, enfrentam Diego Schwartzman e Federico Delbonis. A tendência é que os brasileiros mostrem sua superioridade e vençam sem grandes dificuldades.

por: Rodrigo Bitar

adaptação: Matheus Furlan