CULTURA ESPORTIVA

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Foto: Comitê Paralímpico – Divulgação

O fanatismo e o interesse do torcedor por determinada modalidade esportiva, infelizmente, não são suficientes para transformá-lo num especialista em relação aquele esporte. Ainda mais num país como o Brasil, reconhecidamente comprovado pela monocultura esportiva. Afinal, o futebol ainda é o esporte mais popular do mundo, e sua massificação é confirmada também no Brasil.

Recentemente, a cidade do Rio de Janeiro sediou os Jogos Olímpicos – a maior festa do esporte mundial.  Foram 19 dias de disputa, em 306 provas com 42 diferentes modalidades. Sinceramente, algumas delas eu sequer havia ouvido falar. Esportes que nunca foram transmitidos pela televisão, pelo rádio, e até mesmo na internet. E o fato mais bacana da Olimpíada é realmente esse, ou seja, mostrar toda e qualquer modalidade esportiva ao grande público.

Entretanto, algumas modalidades muito populares entre os torcedores, carecem de maior apoio por parte de patrocinadores, sejam eles pertencentes à iniciativa privada, ou até mesmo, por parte de algumas instituições públicas.  Na verdade, a meu ver, existe uma dose muito alta de hipocrisia por parte das pessoas, quando estas cobram resultados das seleções brasileiras de determinadas modalidades, sendo que os campeonatos nacionais desses esportes sequer são divulgados pela mídia especializada em esportes, e seus eventos nacionais vivem com as arquibancadas às moscas, ou seja, quase vazias. São esportes que, infelizmente não tem nenhum apoio, seja ele financeiro, ou em termos de divulgação.

No último sábado, a emissora de rádio em que trabalho compareceu ao Ginásio do Clube Paulistano, localizado no bairro dos Jardins – um dos que o poder aquisitivo da população é considerado alto-  para cobrir o Campeonato Paulista de Basquete Masculino. Chegando no local do evento, percebi que o número de torcedores era pequeno – isso menos de 30 dias depois do Brasil sediar a Olimpíada, com jogos de basquetebol em seus ginásios completamente tomados pelo grande público, e mais: com ingresso a um preço nada convidativo, afinal de contas, o basquete pode ser considerado um esporte muito popular. Inclusive no Brasil, tendo em vista que o país já conquistou dois títulos mundiais dessa modalidade nos anos 60, além de diversas modalidades olímpicas e pan-americanas.

Em 2013, durante o curso de jornalismo esportivo e negócios do esporte, uma disciplina foi ministrada, cujo título era: “Política Nacional e Internacional do Esporte”. Entre outras premissas, a disciplina defendia que para ser bem sucedido em determinadas modalidades esportivas, deve-se inserir o esporte na cultura popular, ou seja, fazer com que essas modalidades sejam mostradas às crianças e adolescentes durante às aulas de educação física, na escola.  Logo, se isso fosse feito de maneira séria e profissional em nosso país, aposto que a nação contaria com milhares de talentos no judô, na ginástica olímpica, no basquete, no vôlei, no atletismo e em tantas outras modalidades esportivas.

Então, antes de cobrarmos resultados de determinados atletas é necessário que se dê apoio.   E o apoio deve vir de todos os setores. Do governamental, com investimento na área de educação, na disciplina de Educação Física. Dos clubes, escolas e demais entidades, remunerando e dando condições de trabalhos para que esses profissionais descubram os futuros talentos do esporte brasileiro. E, principalmente, nós, da mídia esportiva também temos de dar à mão à palmatória. Ou seja: não é apenas durante os jogos olímpicos é que devemos dar atenção e mostrarmos ao grande público essas modalidades. É preciso que tais esportes façam parte da grade diária de programação dos jornais, revistas, sites, rádios e televisão que tem o papel não apenas de divulgar o esporte, mas sim de combater a monocultura esportiva brasileira, voltada excessivamente ao futebol.

Por Ivan Marconato para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

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SEDE DE PARALÍMPIADA, COMITÊ BRASILEIRO PROJETA 5° LUGAR NOS JOGOS

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Foto: Reprodução/Facebook Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB – oficial

O sete de setembro, data que marca a proclamação da independência brasileira, neste ano de 2016 marcou também o início dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro.  A delegação brasileira é considerada uma das potências do esporte paraolímpico no mundo. A expectativa do comitê brasileiro é que o desempenho nacional supere o da Paraolimpíada de Londres, em 2012. Na oportunidade, o Brasil ficou em 7 lugar nos jogos, conquistando 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze. Em 2016, a meta do Comitê Paraolímpico Brasileiro é chegar entre os cinco primeiros no quadro geral de medalhas.

Entre as modalidades que o Brasil é destaque está o atletismo, com destaque para Terezinha Guilhermina e Lucas Prado. Além deles, Yohansson do Nascimento é outra esperança brasileira de medalha, já que o atleta atingiu o ponto mais alto do pódio nos 200 e nos 400 metros rasos nos jogos de Londres. Na natação o Brasil também vem forte.  Daniel Dias é recordista de medalhas em competições paraolímpicas tendo conquistado 15 medalhas. Além dele, Clodoaldo Silva é outra esperança brasileira de conquista na natação.

Os Jogos Paraolímpicos Brasileiros serão disputados entre os dias 7 e 18 de setembro de 2016.  Serão 22 modalidades com 4350 atletas de 178 países.  Cerca de 2, 5 milhões de ingressos das mais diferentes modalidades ainda estão sendo comercializados pelos organizadores do evento.

Por Ivan Marconato para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

REGIANE NUNES: “SEMPRE SONHEI EM DISPUTAR UMA OLIMPÍADA”

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Foto: Arthur Dafs/Jogo em Pauta

Os Jogos Paralímpicos terão seu início no feriado de sete de setembro, e o Jogo em Pauta estará na cobertura deste belo evento mundial. Em entrevista exclusiva ao site, a nadadora Regiane Nunes conversou conosco e revelou como o esporte passou a fazer parte de sua vida. A atleta estará em quatro disputas, 50m livres, 100m livres, 100m costas e 400m livres, na categoria S-11, (nadadores com deficiência visual total).

Regiane explicou como a natação começou a fazer parte da sua vida profissional e até mesmo pessoal – por levar a natação como um fator motivador em sua vida, “A natação entrou na minha vida em um projeto de inclusão social, inicialmente não existia nenhum cunho competitivo, era mais inclusão e melhoria na qualidade de vida, porque antigamente as crianças (com deficiência) não eram incluídas nas atividades físicas da escola. Então tínhamos que fazer as atividades fora do âmbito escolar, por conta do sedentarismo em virtude do meu caso, na ocasião eu tinha uma baixa visão”.

Residente em Ribeirão Pires, cidade a cerca de 40 km da capital paulista, a nadadora contou que nasceu com uma doença grave que atingia sua visão conforme o passar dos anos. ”Eu nasci com uma doença chamada Glaucoma congênita, que ao longo da minha vida ela foi evoluindo e e gradativamente fui perdendo a visão, eu não sei se algum dia eu enxerguei normal, mas há três anos (2013), eu perdi o meu resíduo visual. Hoje não tenho percepção nem de claridade e nem sequer de um vulto, de mais nada, há três anos praticava leitura, escrevia, tinha uma boa locomoção, fazia tudo normalmente, conforme o meu normal”, afirmou Regiane.

A nadadora e seus familiares percebiam que ela perdia a cada dia mais a sua visão, diante desta situação a atleta se submeteu a uma cirurgia para uma possível correção e ao menos uma melhoria da grave doença. Pós o processo operatório, Regiane Nunes ficou 27 dias sem se mexer – chegava até a dormir sentada.

Porém um evento transmitido na TV que ocorria em Montreal lhe chamou a atenção, era o Mundial de Natação Paralímpica, no Canadá. Sempre acompanhando a filha, sua mãe comentava sobre os amigos da atleta que participara naquela competição. Motivada apenas no ouvir da disputa daquele Mundial, Regiane convocou seu irmão Renato para pesquisar a data mais próxima daquele evento, e o quanto ela precisaria para se desenvolver na modalidade S-11, ou seja, ela queria se destacar e competir a natação paralímpica.

“O esporte foi a minha principal ferramenta de superação. Quando eu perdi a visão, inicialmente era algo temporário, tanto que fiz uma cirurgia para reverter o que havia ocorrido, na ocasião o médico disse que a minha visão retornaria. Os meses se passaram e o meu pós operatório foi muito complicado, e dali iniciava meus primeiros obstáculos”, disse Regiane.

A nadadora e guerreira cumpriu a sua promessa, retornou as piscinas e enfrentou o seu segundo obstáculo já sem nenhuma visão, mas enxergando a sua segunda chance e a mais valiosa de sua vida, a de disputar uma olimpíada, assim ela seguiu – obteve dificuldades, enfrentou fobias, desesperos e até mesmo teve que reaprender; Mas ela continuava e se superava com novas estratégias criadas por ela mesma nas piscinas – nadava, treinava e competia a cada dia mais, até chegar as marcas para participar de competições olímpicas.

“Voltar a treinar e depois poder competir, foi algo que me deixou muito feliz. Isso foi um divisor de águas para que eu pudesse entender o que aconteceu comigo e para que eu aceitasse. Eu sempre quis nadar uma olimpíada, e sempre falei a Deus: quero nadar uma Olimpíada. Sempre pedimos, mas não sabemos o que temos que passar para conseguir chegar ao que desejamos. Talvez se eu não tivesse perdido a visão eu não nadaria uma Olimpíada”, afirmou a atleta.

Com todos os obstáculos superados, Regiane Nunes atingiu o seu sonho, vai disputar os Jogos Paraolímpicos Rio-2016, em grande estilo. “Eu vou nadar quatro provas. Eu consegui índice para duas provas, 50m livres e 400m livres, que eu obtive no ano passado, mas esse ano eu tinha que confirma-los, ou seja, tinha que refazer os tempos, e eu consegui faze-los no evento teste que teve no Rio de Janeiro, em abril deste ano, tenho o qualifinyng para mais duas provas, 100 m livres e 100m costas, então, serão quatro provas”.

Sobre os treinos, Regiane praticamente treina todos os dias da semana, “treino seis vezes por semana, de segunda a sábado, são treinos de mais de duas horas na água, faço um complemento de musculação e condicionamento físico durante os dias. Além das atividades, realizo trabalhos de consciência corporal, força e resistência, dentro e fora da água, com o objetivo de evitar lesões”.

A nadadora comentou também sobre apoios e incentivos do Comitê Paralímpico Brasileiro em relação aos investimentos aos atletas em competições no exterior e até mesmo olímpicas – “Para os paraolímpicos não sobra muita coisa. Porém, o Governo Federal desenvolve um trabalho a longo prazo. Agora visando os Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos, há um projeto de bolsas que são disponibilizadas para os atletas de alto rendimento e dependendo no nível do atleta, podemos receber um determinado valor, neste sentido todos os atletas têm o mesmo apoio. No primeiro semestre competi na Europa, tudo custeado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, através de leis e incentivos que existem para essas finalidades”.

Os Jogos Paraolímpicos Rio-2016 iniciarão no próximo dia sete de setembro e se estendem até o dia 18 do mesmo mês, e o time brasileiro paralímpico têm a expectativa de obter os melhores resultados de medalhas em todas as edições.

Por Matheus Furlan

PREFEITA DE ROMA RECEBE DELEGAÇÃO PARALÍMPICA

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Foto: Agência Ansa

A prefeita de Roma, Virginia Raggi, recebeu nesta segunda-feira (29) uma delegação de atletas que disputarão os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, que começam no próximo dia 7 de setembro.

O encontro ocorreu na sede da Prefeitura da “cidade eterna”, que é candidata a sediar as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2024, apesar da oposição de Raggi. “Obrigada por terem vindo. É uma honra recebê-los aqui. O esporte ajuda todos a conhecerem os próprios limites, a conviver com eles e a superá-los”, disse ela, que desejou boa sorte aos competidores no Rio.

Alguns dos atletas, como o esgrimista Alessio Sarri, aproveitaram a ocasião para defender o pleito de Roma aos Jogos de 2024. “Acho que seria uma coisa belíssima, disputar em casa daria uma emoção que não terminaria nunca. Como romano, acho que seria uma coisa complicada, mas agora estou falando mais como atleta”, afirmou.

Já a velocista Oxana Corso, dona de duas medalhas de prata paralímpicas, declarou que também gostaria de ver os Jogos em seu país, embora tenha feito ressalvas. “Roma tem umbelo espírito, mas não sei se estamos prontos. Seria preciso derrubar algumas barreiras, e do Rio deve chegar a mensagem para romper os muros do preconceito”, acrescentou.

Roma oficializou sua candidatura em setembro de 2015, quase um ano antes da eleição de Virginia Raggi, do partido populista e antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S). Em sua campanha, a nova prefeita fez duras críticas ao projeto para receber as Olimpíadas e disse que isso não deveria ser uma prioridade.

Em setembro, ela deve se reunir com o presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Malagò, para tomar uma decisão definitiva sobre a candidatura de Roma.

Por Luiz Morelo para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

MUITOS ATLETAS DA PARALÍMPIADA SÃO VÍTIMAS DE ACIDENTES

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Foto: Valterci Santos/AGIF/COB

Dos 285 atletas brasileiros que participarão dos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro 2016, 101 (35,4%) sofreram algum tipo de acidente, seja de carro, moto, com arma de fogo ou de trabalho. Os dados são de um levantamento feito pela Agência Brasil com base em informações fornecidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

Entre os acidentados, grande parte (49) é vítima de acidente de trânsito (carro, moto ou atropelamento). Outros 12 atletas têm sequelas de lesões feitas por armas de fogo, seja em acidentes ou assaltos. Nove ficaram paralisados depois de acidentes em mar ou piscina e seis sofreram acidentes de trabalho. Também há atletas que sofreram outros tipos de acidentes, como quedas, acidentes esportivos e até ferimento por ataque de cachorro.

Um dos casos de atletas acidentados é o do ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube Bruno Landgraf, atleta da vela adaptada, que chegou a vestir a camisa da Seleção Brasileira de futebol nas equipes Sub-17 e Sub-20. Em 2006, o jogador sofreu um acidente de carro na Rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, e teve um deslocamento na coluna, que o deixou tetraplégico. O judoca Harley Arruda, que ganhou medalha de bronze nos dois últimos jogos Parapan-Americanos, perdeu a visão dos dois olhos em 1999, em um acidente com arma de fogo.

Outros 89 atletas paralímpicos brasileiros têm algum problema congênito que causou deficiências como cegueira ou má formação de membros. É o caso da multimedalhista do atletismo Terezinha Guilhermina, que nasceu com retinose pigmentar, uma doença congênita que provoca a perda gradual da visão.

Também há na delegação brasileira 67 atletas que tiveram alguma doença que deixaram sequelas, como a poliomielite, que afetou 13 atletas. Um deles é o nadador André Brasil, que teve poliomielite aos três meses de idade, por causa de uma reação à vacina, o que deixou uma sequela na perna esquerda.

Entre os atletas paralímpicos brasileiros também há 28 que tiveram paralisia cerebral por causa de complicações no parto. Este é o caso da maioria dos atletas da seleção de Futebol de 7, que é uma modalidade específica para atletas com paralisia cerebral.

Dos 24 atletas do vôlei sentado que vão participar da Paralimpíada, 16 têm sequelas de acidentes, a maioria acidentes de trânsito. Na opinião do presidente da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, Amauri Ribeiro, o esporte é a melhor ferramenta para garantir a reinserção dos deficientes físicos, especialmente no caso de acidentados. Para ele, mesmo que a pessoa não se torne um atleta, a prática de esporte é fundamental para o resgate da autoestima.

“O que eu testemunhei nesses meus 12 anos de trabalho com eles é que o esporte, principalmente no caso do vôlei, foi a melhor ferramenta de reinserção dessas pessoas a um convívio normal após o acidente, em função de o esporte ser uma ferramenta que acelera bastante a recuperação dessas pessoas. Então, elas vêm a praticar o esporte, colocam uma prótese, voltam a trabalhar, a estudar. Isso é uma coisa que acompanhamos em vários atletas que tiveram esse tipo de problema com acidentes”, disse.

Neste ano, o Brasil terá a maior delegação da história do país em Jogos Paralímpicos. Serão 285 atletas, sendo 185 homens e 100 mulheres, além de 23 acompanhantes (atletas-guia, calheiros e goleiros), e 195 profissionais técnicos, administrativos e de saúde.

Os Jogos Paralímpicos 2016 serão transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados. O evento, que ocorre de 7 a 18 de setembro, terá a presença de 4.350 atletas de 160 países, competindo em 22 modalidades.

A cerimônia de abertura está marcada para o dia 7 de setembro.

Por Luiz Morelo para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

JOGOS PARALÍMPICOS: VENDAS DE INGRESSOS SUPERAM 1 MILHÃO

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Foto: Divulgação

A venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 superou nesta segunda-feira (29) à marca de um milhão de entradas comercializadas, dando sequência à grande procura registrada nos últimos dias. Faltando nove dias para a cerimônia de abertura, restam cerca de 1,5 milhão de entradas disponíveis. Os Jogos Paralímpicos serão realizados entre 7 e 18 de setembro.

De acordo com o diretor de Ingressos do Comitê Rio 2016, Donovan Ferretti, é muito significativo “termos passado da marca de um milhão de ingressos vendidos”.

“Isso mostra que os brasileiros estão se engajando com os Jogos Paralímpicos. Temos visto filas em nossas bilheterias e já é possível sentir o clima dos jogos tomando conta da cidade. Ainda há muitas opções de entradas para ver de perto esses atletas incríveis e inspiradores e o melhor jeito de comprá-las é através do site de ingressos”.

Por Luiz Morelo para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

 

ESCOLHA DE PORTA BANDEIRA SERÁ FEITA POR ATLETAS EM VOTAÇÃO

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Foto: (porta-bandeira) Fernando Maia/CPB/MPIX / Divulgação CPB

O atleta que irá levar a bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Paralimpíada, no dia 7 de setembro, será escolhido pelos 287 atletas que compõem a delegação brasileira, por meio de eleição. Apenas 19 atletas de seis modalidades vão receber os votos, segundo critérios do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O porta-bandeira deve ter pelo menos uma medalha de ouro em Paralimpíadas e não pode estar escalado para competir no dia seguinte à festa de abertura do evento.

Na última Paralimpíada, realizada em Londres, em 2012, o porta-bandeira foi o nadador Daniel Dias, que não poderá participar da eleição neste ano, já que tem competição marcada para o dia 8 de setembro. Na Olimpíada deste ano, a porta-bandeira na cerimônia de abertura foi a atleta do pentatlo moderno Yane Marques, que foi escolhida pelo público, em uma enquete feita pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Segundo o comitê, na Paralimpíada, a votação será feita por meio do aplicativo de troca de mensagens Whatsapp e o nome escolhido será divulgado no próximo domingo (4).

Com a entrada de mais dois atletas da esgrima, a delegação do Brasil irá contar com 287 atletas, que vão disputar em 22 modalidades. O objetivo do Brasil é ficar em quinto lugar no quadro geral de medalhas. Os Jogos Paralímpicos 2016 serão transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da rede pública de televisão dos estados.

Por Luiz Morelo para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

Crise de abstinência!

RIONo exato momento em que escrevo esse texto, acompanho atento em frente à TV, a cerimônia de encerramento da Olimpíada do Rio de Janeiro. Inclusive, acabei de fazer uma postagem na minha rede social, no qual descrevo esse instante, que é muito semelhante à uma imensa crise de abstinência, afinal de contas, amanhã a vida volta ao normal, e os jogos olímpicos, tão esperados, chegaram ao fim.

A Rio-2016 acabou! E há dois anos, o país sediou a Copa do Mundo. Quando eu era criança, e comecei a acompanhar esses megaeventos esportivos pela televisão, eu imaginava que a realização de tais festas do esporte, fossem algo completamente distante da realidade brasileira. Triste realidade que nos faz conviver com a corrupção, com o desperdício, com as injustiças sociais, e com uma série de outros problemas.

Problemas que, à despeito da realização desses megaeventos, continuarão a acontecer sob nossas barbas, infelizmente. Infelizmente, porque nosso povo é maravilhoso, hospitaleiro e acolhedor. Em compensação, os políticos brasileiros são oportunistas, gananciosos, interesseiros e egoístas. Numa análise bem superficial, e verdadeira. Mas, deixemos-os de lado, afinal de contas, o assunto deste espaço do site Jogo em Pauta, é destinado ao esporte.

Esporte que direcionou toda minha vida profissional. Escolhi a faculdade de jornalismo por conta do fanatismo em esportes (e também pela incompetência para lidar com cálculos). A pós graduação em jornalismo esportivo e negócios do esporte, nesse caso, é autoexplicativa. Mas o fato de trabalhar diretamente com esporte nesse feliz período da minha vida profissional, me faz um privilegiado. Ainda não tive oportunidade de cobrir uma Copa do Mundo, nem uma Olimpíada in loco. Mas tenho certeza que, mais dia, menos dia, essa oportunidade batera à minha porta.

Independentemente de ter ou não trabalhando nesses megaeventos, já são nove! Noves fora, noves dentro. Nove Copas, e nove Olimpíadas. Desde a Copa da Espanha, em 82; passando pelo México em 1986, pela Itália em 90, pelos E.U.A em 1994, e pela França em 98. Japão e Coréia foram os protagonistas em 2002, Alemanha em 2006, e a África do Sul, em 2010, para aterrissarmos no Brasil, em 2014. Todas elas com olhos e ouvidos atentos ao televisor, aos jornais, às revistas, e mais recentemente, aos sites informativos.

Nove países-sede de Copas do Mundo, aliados às nove cidades olímpicas: Los Angeles, Seul, Barcelona, Atlanta, Sidney, Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro. Cidades em que lendas do esporte ficaram marcadas em minha memória. Joaquim Cruz, Aurélio Miguel, Rogério Sampaio, Tande, Marcelo Negrão, Jacqueline e Sandra, Paula e Hortência, Vanderlei Cordeiro de Lima, Nalbert, Michael Phelps, Carl Lewis, Florence Griffth Joyner, Michael Jordan, Karch Kiraly, Sergei Bubka, Michael Johnson, Matt Biondi, Abebe Bikila, Usain Bolt, Robert Scheidt, Mark Spitz, Nadia Comaneci, Jesse Owens; entre outros tantos mitos do esporte.

Que novas Copas do Mundo, e novos Jogos Olímpicos venham! E rápido! E que essas festas do esporte sejam sempre inesquecíveis e marcantes em nossa memória. Afinal de contas, pelo menos, temos recordações e belas lembranças para podermos amenizar as crises de abstinência, quando essas inesquecíveis festas do esporte terminam.

Por Ivan Marconato para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)

MAICON DE ANDRADE CONQUISTA O BRONZE NO TAEKWONDO

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Foto: Reprodução/Facebook Time Brasil

Na noite desta sábado, (20), o brasileiro Maicon de Andrade também entrou para a história do esporte nacional. Ao derrotar o britânico Mahama Cho por 5 x 4 na categoria acima de 80 kg, Maicon conquistou a medalha de bronze.

Mas a caminhada do brasileiro até o pódio foi complicada. Logo na primeira luta muita emoção diante do americano Stephen Lambdin que vencia a disputa diante do brasileiro até poucos segundo do final da luta, quando Maicon acertou um chute na cabeça do adversário e fechou o combate com o placar de 9 x 7 a seu favor.

Na segunda rodada veio a derrota.  Abdoulrazak Alfaga, do Niger era cerca de 17 centímetros mais alto que o brasileiro e se aproveitando de sua envergadura conseguiu neutralizar Maicon e o africano venceu por 6 x 1.

Como o atleta de Niger seguiu na disputa, Maicon de Andrade teve direito a seguir na repescagem, mas para disputa a medalha de bronze com o britânico Cho, o brasileiro enfrentou  o francês Bar N’Diaye , luta a qual o brasileiro marcou 5 x 2.

Com a medalha de bronze Maicon de Andrade da ao Taekwondo sua segunda medalha em Jogos Olímpicos. A primeira veio com Natalia Falavigna em Pequim-2008.

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Por Matheus Furlan

FINALMENTE, O OURO!

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FOTO:LUCAS FIGUEIREDO MOWA/ PRESS_PAGINAOFICIAL

Brasil e Alemanha, que juntos já venceram nove Copas do Mundo, nunca conquistaram uma medalha de ouro no torneio olímpico de futebol. A final do futebol na Rio 2016, começou movimentada no estádio do Maracanã, com as duas equipes mostrando muita vontade e aplicação tática; os jogadores demonstrando empenho nas jogadas de marcação e procuravam partir em velocidade para o campo de ataque. Ao final do jogo, na cobrança de penalidades máximas, depois do empate no tempo normal e na prorrogação, a Seleção Brasileira de Futebol , finalmente quebrava o tabu conquistando a medalha de ouro olímpica.

No início da partida, tanto Brasil quanto Alemanha procuravam o gol, mas esbarravam na eficiente marcação adversária. Tanto é que o primeiro lance efetivo de gol aconteceu apenas aos 10 minutos do primeiro tempo. Brandt arriscou de fora da área e a bola bateu no travessão do goleiro Weverton. Embora a Alemanha tenha criado a melhor chance de gol da partida até aquela altura do jogo, a Seleção Brasileira se mantinha bem postada em campo. Aos 13 minutos Luan recebeu passe de Douglas Santos, e da marca do pênalti não conseguiu força para arrematar.
Aos 17 minutos da primeira etapa, o Brasil desperdiçou cobrança de falta, interceptada pela defesa Alemã. Na sequência, Luan cruzou da esquerda, e a defesa alemã cedeu escanteio. Neymar fez a cobrança, e a defesa germânica afastou novamente. Todas as jogadas de meio-campo e ataque da Seleção passavam pelos pés de um jogador: Renato Augusto. O mais participativo no jogo até então.

Os alemães não conseguiam passar do meio-campo, enquanto os brasileiros desperdiçavam chances de arrematar ao gol. Aos 25 minutos, Neymar tentou puxar ataque, mas foi derrubado por Matias Ginter. A 28 metros da meta do goleiro Horn, Neymar cobrou com maestria, com a chapa do pé direito, Horn chegou atrasado, a bola beliscou o travessão antes de morrer no gol alemão. Brasil 1 x 0.

Aos 30 minutos, Gnabry tentou invadir a área pelo lado esquerdo da defesa brasileira, foi derrubado por Zeca, que levou cartão amarelo. Na cobrança, a bola passou pela extensão da área brasileira, na sobra Mayer bateu forte, de pé direito da marca do pênalti e Weverton fez excepcional defesa. Aos 33 minutos, Gabriel Jesus foi ajudar o setor defensivo e fez bobagem, derrubou Mayer no lado direito do ataque alemão. Após cobrança de Brandt, Selke livre de marcação, cabeceou a bola carimbando o travessão brasileiro.

A Seleção Brasileira procurava valorizar a posse de bola, trocando passes no campo de ataque, fazendo o tempo passar. E a Alemanha continuava assustando, aos 42 minutos do primeiro tempo, Meyer novamente chutou de fora da área, e Weverton defendeu após desvio em Rodrigo Caio. E o primeiro tempo terminava de forma burocrática, com as duas equipes desperdiçando muitas chances de gol, e o Brasil tendo marcado em lance de bola parada.
No último lance de ataque da primeira etapa, Gabriel foi lançado em profundidade no lado direito do ataque, mas Klostermann afastou o perigo. Em cobrança de escanteio, o Brasil não chegou a assustar, antes do apito final do árbitro.

No início da segunda etapa, o jogo continuou amarrado, com poucas chances de gol de ambas as equipes, por conta da forte marcação desenvolvida pelos times no setor de meio campo. Logo a um minuto da segunda etapa, Neymar foi tentar ajudar a defensiva brasileira, e cometeu falta em Klostermann. Gnabry chutou em cima da barreira, e no rebote Selke arrematou longe do gol de Weverton.

Os atacantes brasileiros carregavam a defensiva da Alemanha de faltas. Aos 5 minutos a segunda etapa, foi a vez de Bender derrubar Gabriel Jesus. Aos sete minutos, Neymar arrancou em velocidade pelo lado direito do ataque brasileiro, mas foi interceptado por Klostermann. A Alemanha continuava pressionando, desta vez pelo lado esquerdo do ataque. Gnabry não conseguiu domínio de bola a frente de Zeca.

Aos 13 minutos do segundo tempo, depois de duas saídas de bola erradas, a Alemanha chegaria ao empate. Mayer recebeu cruzamento da direita, a zaga brasileira ficou parada e o camisa sete da Alemanha empatou a partida. Faltava 30 minutos para o término do jogo, e a esse ponto da partida, a mesma encontrava-se indefinida. Renato Augusto, acertou chute cruzado, de fora da área, de pé esquerdo, mas o arremate saiu à direita do gol do Horn. Na sequência, Renato Augusto cruzou rasteiro da esquerda e Gabriel Jesus definiu fraquinho, a bola saiu pela linha de fundo.

Aos 22 minutos do segundo tempo o treinador alemão Horst Hrubesch, fez a primeira alteração. Bender saiu para a entrada de Proemel. Aos 25 minutos, Renato Augusto, muito participativo, tentou jogada pelo lado esquerdo da ofensiva brasileira, e conseguiu escanteio. Neymar cobrou e a zaga afastou. Na sobra, Luan fez corte em Suele, mas perdeu o equilíbrio e a chance de ampliar o marcador.
Aos 32 da segunda etapa, outra falta para o Brasil. Em jogada ensaiada, Neymar serviu Rodrigo Caio, que de cabeça cedeu passe para o centro da área, mas a zaga alemã levou a melhor. A Alemanha respondeu com conclusão de Klostermann, afastada pelo lateral Douglas Santos. A essa altura do jogo, muitos nervosismo de ambas as equipes aliado aos erros de passes.

O Brasil pressionava. Aos 33 minutos, Neymar lançou Felipe Anderson, que invadiu a área, mas demorou a chutar para o gol, e acabou desarmado pela zaga alemã. Na sequência, o próprio Felipe Anderson perdeu nova chance de finalizar a gol. A Alemanha tentava segurar a posse da bola no ataque, enquanto o Brasil buscava o contra-ataque. Aos 35 minutos, foi a vez de Gabriel Jesus finalizar errado após passe de Felipe Anderson. Ao passar do tempo, a Alemanha demonstrava frieza e o Brasil desespero. As duas equipes não conseguiam chegar ao gol, e a partida iria para a prorrogação.

Nos trinta minutos de prorrogação, o Brasil começou desperdiçando uma grande chance. Luan puxou contra-ataque, partindo com a bola dominada, chegou fintar o zagueiro alemão, mas perdeu a posse de bola. A Alemanha respondeu na sequência. Pettersen lançou Brandt, que definiu por cima da trave de Weverton. A Alemanha tocava bola no campo de defesa, enquanto o Brasil pressionava na marcação. Nenhuma das duas equipes queria arriscar, com receio de ser surpreendida e sofrer o gol. No primeiro tempo da prorrogação, o Brasil nem chegou a assustar a Alemanha.
Logo no primeiro lance do segundo tempo da prorrogação, Neymar lançou Felipe Anderson, que tentou deslocar o goleiro Horn, que saiu do gol e conseguiu impedir o gol brasileiro. A Alemanha tentou responder com Brandt, mas o avante alemão já sem força física, não conseguiu definir. A Seleção trocava passes laterais, mas não tinha sucesso para penetrar na defesa alemã. Por conta disso, Neymar tentou chute de fora da área, de pé direito e do lado esquerdo do ataque brasileiro, mas a bola subiu demais.

O time alemão, extremamente desgastado, evitava subir ao ataque e trocava bola no campo de defesa. A Seleção Brasileira então, adiantou a marcação para o campo e ataque. Rafinha recebeu bola na esquerda, definiu em cima da zaga alemã, e ganhou escanteio. O time da Alemanha defendia muito, em compensação não conseguia partir para o ataque, tendo em vista o cansaço físico evidente. A tônica dos minutos finais da prorrogação teve o Brasil atacando, e a Alemanha se defendendo. Mas o jogo terminaria empatado e a conquista da medalha de ouro seria definida na cobrança de pênaltis.

Nas cobranças, a Alemanha começou a série de cinco penalidades. Ginter bateu, Weverton acertou o canto, mas a bola entrou. Renato Augusto foi o primeiro cobrador brasileiro. O meia brasileiro bateu forte, à meia altura, e o goleiro Horn não alcançou. Gnabry bateu o segundo da Alemanha, Weverton acertou o canto, mas não segurou. O Zagueiro Marquinhos foi outro que deixou o seu, deslocou o goleiro Horn, que nem na fotografia apareceu.
Na terceira cobrança alemã, Brandt fez o mesmo com o goleiro Weverton, que nem saiu na foto. Rafinha também bateu com categoria, e Horn não conseguiu defender. O zagueiro Suele bateu mais um pênalti para Alemanha, Weverton acertou o canto, mas não conseguiu impedir o gol.

O quarto pênalti brasileiro foi cobrado com Luan. Ele deslocou Horn, goleiro de um lado, bola para o outro. Petersen bateu o último pênalti para Alemanha, no canto esquerdo e Weverton defendeu. Neymar, o melhor jogador brasileiro da atualidade, ficou com a responsabilidade de definir. Ele tomou distância e com paradinha, bateu no canto esquerdo, e Horn que escolheu o canto esquerdo, não conseguiu defender.

Finalmente, depois de mais de um século de espera, o Brasil, comandado pelo técnico Rogério Micale, conquistava a primeira medalha de ouro para o futebol olímpico brasileiro. Enfim, a superação de dois traumas no futebol brasileiro. A medalha de ouro e a Alemanha. Ambos foram superados.

Por Ivan Marconato para o site Jogo em Pauta (www.jogoempauta.com)